quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Contadores de Histórias que que nos marcam!



Quando o vi e ouvi pela primeira vez em cima do palco, registei estas palavras...

Pep Duran (contador de histórias , especialista em estratégias de promoção de leitura e formação de leitores)

"São apenas contos, contos que nos surpreendem unindo os nossos três cérebros, as nossas três inteligências: a racional, a emocional e a instintiva. Unidas as três através das palavras, lidas ou contadas, para olhar o mundo, sentir o corpo e compreender a existência."

Fiquei rendida!!!


Na sexta feira o programa da noite vai ser aqui

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Histórias contadas



Hoje foi dia de Cathy encantar...
contar histórias a adultos?
foi assim.. .hoje ao fim do dia, (cansados depois de um dia de trabalho) os crescidos de olhos esbugalhados um leve sorriso nos lábios e ouvidos bem atentos.
e no fim, palmas!!!! como as crianças fazem, quando se sentem felizes!!!



Era uma vez o Menino da Lua,
que era um menino que vivia na Lua,
na cratera mais funda,
e que não conhecia mais nada
a não ser a Lua...

Era uma vez a Menina do Mar,
que era uma menina que vivia no mar,
enrolada nas ondas,
e que não conhecia mais nada
a não ser o mar...

o Menino da lua,
no seu mundo da Lua
sempre a sonhar,
via uma menina no mar,
a brincar...

E a Menina do Mar,
que vivia no mar
enrolada nas ondas,
desenhava na areia,
um menino da lua,
perdido a sonhar...

Porquê?!... não se sabe!!!

E o Menino da Lua,
farto de sonhar
com uma Menina do Mar
que não podia agarrar,
escalou o buraco
e pôs-se a espreitar...

Mas na Lua não há mar...
E o que o menino viu foi um homem de lança
com um dragão a lutar...

Escondeu-se. Fugiu.
Mas o que ele mais queria era a menina encontrar.

E a Menina do Mar,
que queria nas ondas com o menino brincar,
olhou para a Lua
na esperança de o ver passar...

"Como está longe a Lua", pensou, "desta forma nunca
o hei-de encontrar."

E sentou-se na areia e começou a chorar.

E o Menino da Lua de novo saiu da cratera e voltou
a espreitar para baixo para a Terra.

"São tantos os mares, como a vou encontrar?"

E tanto se pendurou lá da Lua
que escorregou...

... E aos trambolhões na Terra aterrou!!!

Olhou para tudo
que estava ao seu lado,
não conhecia nada
e ficou assustado...

E o Menino da Lua,
agora sem lar,
sentou-se na areia e começou a chorar...

Era a praia da Menina do Mar,
que a poucos passos dali
também estava a chorar...

Ao ouvir o menino
a menina olhou:
"És o Menino da Lua?"
"Acho que sou."

"E por acaso és tu
a Menina do Mar,
com quem lá na Lua
eu costumava sonhar?"

Ela pediu-lhe que ficasse com ela,
porque vista da Terra
a Lua é mais bela.

E daí em diante, que o saiba eu,
dois meninos diferentes
ficam a mirar,
quando está luar,
a Lua a brilhar,
lá em cima no céu...


Kathy Silva

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010



Enquanto "procuro" inspiração, encontro isto!
Muito bom!!!




Dançar, dançar, dançar...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Equilibrio

Justin Cherry Nivbed


A dificuldade de o conseguir manter.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Historias

Toby Burrows
"apenas falava para as nuvens..."

Yacoub era pobre, mas despreocupado e feliz, livre como um saltimbanco, sonhando sempre cada vez mais alto. Em boa verdade, estava apaixonado pelo mundo. Porém, o mundo à sua volta parecia-lhe sombrio, brutal, seco de coração, de alma obscura, e ele sofria com isso. «Como», perguntava-se, «fazer com que seja melhor? Como trazer à bondade estes tristes que vão e vêm sem olharem para os seus semelhantes?» Ruminava estas perguntas pelas ruas de Praga, a sua cidade, vagueando e saudando as pessoas que, no entanto, não lhe respondiam.
Ora, uma manhã, quando atravessava uma praça cheia de sol, teve uma ideia. «E se lhes contasse histórias?», pensou. «Assim, eu, que conheço o sabor do amor e da beleza, ajudá-los-ia certamente a encontrar a felicidade.» Pôs-se em cima de um banco e começou a falar. Os velhos, as mulheres e as crianças, admirados, pararam um momento a ouvi-lo, mas depois viraram-lhe as costas e prosseguiram o seu caminho.
Yacoub, achando que não podia mudar o mundo num dia, não perdeu a coragem. No dia seguinte voltou àquele mesmo lugar, e de novo lançou ao vento, com voz forte, as mais comoventes palavras. Outras pessoas pararam para o ouvir, mas em número menor do que na véspera. Alguns riram-se dele. Houve mesmo quem lhe chamasse louco, mas não quis prestar atenção. «As palavras que semeio germinarão.», pensou. «Um dia entrarão nos espíritos e acordá-los-ão. Tenho de falar, falar mais ainda.»
Teimou, pois, e dia após dia voltou à grande praça de Praga para falar ao mundo, contar maravilhas, oferecer aos seus semelhantes o amor que sentia. Todavia, os curiosos tornaram-‑se cada vez mais raros, desapareceram quase todos e, em breve, apenas falava para as nuvens, o vento e as silhuetas apressadas, que já só lhe lançavam uma olhadela de espanto à medida que passavam. No entanto, não desistiu.
Descobriu que não sabia nem desejava fazer outra coisa que não fosse contar as suas histórias, mesmo que estas não interessassem a ninguém. Começou a dizê-las de olhos fechados, pela única felicidade de as ouvir, sem se preocupar em ser ouvido. Sentiu-se bem e a partir dali só falava assim: de olhos fechados. As pessoas, temendo relacionar-se com as suas extravagâncias, deixaram-no só, com as suas histórias, e habituaram-se, assim que ouviam a sua voz lançada ao vento, a evitar a esquina da praça onde Yacoub se encontrava.
Assim, os anos foram passando. Ora, numa noite de Inverno, enquanto – sob um crepúsculo indiferente – contava um conto prodigioso, sentiu que alguém o puxava por uma manga. Abriu os olhos e viu uma criança, que, fazendo uma careta engraçada, lhe disse, esticando-se nas pontas dos pés:
— Não vês que ninguém te ouve, nunca te ouviu e jamais te ouvirá? O que te levou a viveres assim a vida?
— Estava louco de amor pelos meus semelhantes — respondeu Yacoub. — Foi por isso que, no tempo em que ainda não eras nascido, me veio o desejo de os tornar felizes.
O miúdo replicou:
— Pois bem, pobre louco, e eles são-no?
— Não — disse Yacoub, abanando a cabeça.
— Por que razão teimas então? — perguntou ternamente a criança, tomada de repentina piedade.
Yacoub reflectiu por instantes.
— Eu conto sempre, é claro, e contarei até morrer — disse. — Dantes, contava para mudar o mundo.
Calou-se; depois o seu olhar iluminou-se, e acrescentou:
— Hoje, conto para que o mundo não me mude, a mim.


Henri Gougaud
A Árvore dos Tesouros
Lisboa, Gradiva, 1988
Adaptação

Momento...

ontem ela dançou...
ao som da musica



Aqui neste espaço.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nathan florence

"Se vires alguém alguém
com a noite nos cabelos...
se vires alguém
com estrelas no olhar,
E se a voz desse alguém
For como as ondas do mar...
Esse alguém é a minha mãe!"

Helena Araújo

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Aprender, partilhar...

Ainda Não tinha tido oportunidade de aqui deixar o meu parecer sobre:

PROJECTO A-PAR
APRENDER EM PARCERIA.

O Projecto A PAR teve o seu início em Maio de 2006, ainda antes da constituição jurídica da Associação Aprender em Parceria – A PAR (Janeiro de 2007).
Inspirou-se no Projecto PEEP (Peers Early Education Partnership), criado em Inglaterra em 1995 na cidade de Oxford, com o objectivo de melhorar as oportunidades de vida das crianças pequenas, residentes em áreas de intervenção prioritária.
É um Projecto de educação em parceria com pais e/ou cuidadores e suas crianças. Pretende promover a criação de vínculos afectivos estáveis entre pais e filhos (dos zero aos cinco anos) como veículos promotores da criação de predisposições positivas para a aprendizagem.




Ora aqui está um projecto gratuito de educação precoce, desenvolvido em contexto familiar e comunidade, esta iniciativa conta já com o apoio de uma grande equipa de pessoas muito dedicadas (como pude observar, numa visita que fiz)

Foi num ambiente descontraído e divertido, que participei na 3º Formação inicial para lideres A-PAR. É neste ambiente descontraido que o projecto cria oportunidades para os pais partilharem experiências e ideias com outros pais com crianças da mesma idade,

Tive oportunidade de observar o investimento feito em materiais pedagógicos (livros ,fantoches, jogos...) que A-APAR empresta ao fim de cada sessão, para levarem para casa, tudo com o objectivo de crianças e pais, continuarem em casa a partilhar momentos de brincadeiras, dialogo, que ajudam a desenvolver a auto-estima e a boa capacidade de interagir e comunicar.







domingo, 10 de janeiro de 2010

simbolos...


Marie desbons
Durante a história da humanidade, as corujas simbolizaram algumas vezes o conhecimento e a sabedoria...
;)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Imagem
Carl Lundgren
sina dos signos...
Dizem que nos influenciam, o meu diz que sou sonhadora, muito sonhadora, tenho umas assas que me fazem voar tanto!
e o pior é que sou mesmo, como diz o ditado "nem tanto ao mar, nem tanto à terra"
acho que vou comprar umas botas de ferro!!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



"... viver com os nossos filhos enriquece-nos e transforma-nos. É como frequentar um curso de estudo acelarado que nos faz passar pelas principais experiências da vida com uma compreensão mais profunda e uma atenção mais intensa do que habitualmente..."
(O que as crianças nos ensinam de Piero Ferrucci)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Simplesmente para partilhar



os primeiros dias do ano foram especiais.
2010 promete!